Análise Comparativa do Perfil Socioambiental e Clínico de Indivíduos Portadores de Úlcera Venosa Crônica Residentes nas Zonas Norte e Oeste do Município do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.21727/rm.v17i1.5778Resumo
O objetivo deste estudo foi comparar o perfil socioambiental e clínico de portadores de úlceras venosas crônicas entre a Zona Norte e a Zona Oeste do município do Rio de Janeiro e discutir as variáveis e seus respectivos desdobramentos. Trata-se de estudo transversal, retrospectivo, observacional, descritivo, com abordagem quantiqualitativa, realizado com 64 pacientes, entre junho de 2024 a maio de 2025, diagnosticados com úlcera venosa crônica, sendo 32 de cada região. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário estruturado com variáveis sociodemográficas e clínicas. Os dados foram analisados estatisticamente de forma descritiva, com apresentação em frequências absolutas e relativas. Houve predominância de pessoas idosas, do sexo feminino, com baixa escolaridade e renda mensal (média de 1,7 salários-mínimos na Zona Norte e 1,3 na Zona Oeste). A hipertensão arterial foi a comorbidade mais frequente (53,1% na Zona Oeste e 43,8% na Zona Norte), seguida pelo diabetes mellitus (25% em ambas as regiões). As queixas clínicas mais relatadas foram dor (100% dos pacientes), edema (90,6% na Zona Oeste e 84,4% na Zona Norte) e odor (53,1% na Zona Oeste e 43,8% na Zona Norte). Os achados reforçam o impacto da úlcera venosa crônica em pessoas idosas em contexto de vulnerabilidade social, evidenciando a necessidade de uma assistência multiprofissional voltada ao controle das comorbidades, alívio dos sintomas e melhoria da qualidade de vida.
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