Abordagem da espiritualidade do paciente em tratamento para o câncer

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21727/rpu.v14iEspecial.3828

Resumo

Objetivo: Compreender o papel da espiritualidade na vida de pacientes oncológicos, além de conhecer a opinião destes pacientes sobre a abordagem da dimensão espiritual durante seu tratamento de saúde. Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória, de abordagem qualitativa, que teve como estratégia de investigação o ensaio clínico randomizado realizado numa Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, vinculada a um Hospital Geral público na Bahia. Participaram da pesquisa 30 pacientes oncológicos. Resultados: Os participantes desta pesquisa apontam que a espiritualidade, fé e crenças religiosas têm um papel importante no contexto do tratamento contra o câncer, sobretudo por trazer força e esperança durante a quimioterapia. Além disto, a maioria relatou que gostaria que esta dimensão fosse abordada durante seu tratamento de saúde, reconhecendo a importância da inclusão da sua espiritualidade no plano terapêutico. Conclusão: Apesar de não serem identificadas diferenças no enfrentamento do câncer após a inclusão da espiritualidade no tratamento quimioterápico, observa-se que as principais maneiras que o paciente utiliza para enfrentar o diagnóstico e tratamento do câncer envolvem questões relacionadas à espiritualidade. Nesse sentido, a espiritualidade constitui-se como um recurso que pode ser utilizado para o bem-estar e qualidade de vida, além de colaborar no enfrentamento de doenças.  

Palavras-chave: Espiritualidade; Saúde Holística; Neoplasias; Adaptação Psicológica; Ensaio Clínico.

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Biografia do Autor

Agnes Claudine Fontes De La Longuiniere, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Enfermeira. Doutora em Ciências da Saúde. Professora Adjunta da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Programa de Pós-graduação em Enfermagem e Saúde. Jequié/BA, Brasil. Membro do Núcleo de Pesquisa em Ética, Bioética e Espiritualidade (NUBE)/UESB, Jequié/BA, Brasil

Júlia Maria Nascimento Penha, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Enfermeira pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Pós-Graduanda (Lato Sensu) em Urgência, Emergência e Intensivismo, modalidade Residência, pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Membro do Núcleo de Pesquisa em Ética, Bioética e Espiritualidade (NUBE)/UESB, Jequié/BA, Brasil.

Norma Lopes de Magalhães Velasco Bastos, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Enfermeira. Doutora em Ciências da Saúde. Professora Auxiliar. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Jequié, Bahia, Brasil. Membro do Núcleo de Pesquisa em Ética, Bioética e Espiritualidade (NUBE)/UESB, Jequié/BA, Brasil

Sérgio Donha Yarid, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Cirurgião-dentista. Doutor em Odontologia Preventiva e Social pela UNESP. Professor Titular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Ética, Bioética e Espiritualidade (UESB), Jequié/BA, Brasil. Programa de Pós-graduação em Enfermagem e Saúde. Jequié/BA, Brasil.

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Publicado

2023-07-29